
Há quatro dias sem atualização, esperava poder postar notícias melhores.
Nestes ínterim, fomos surpreendidos pela notícia do ataque e invasão ao Hotel Intercontinental no Rio de Janeiro, um dos cartões postais da próxima Copa do Mundo.
O mundo inteiro, pasmo, assistiu ao "feito" atraves dos noticiários internacionais, e sem dúvidas ficou matutando se valerá o risco de assistir a uma Copa do Mundo em um país com dois governos: um, oficial, comprado e mantido com votos gerados atraves de programas assistencialistas; o outro, inoficial, representado pela força armada nas sombras e que já teve o poder de até fechar uma cidade como São Paulo, atraves da ordem simples de um presidiário, o Marcola - e não faz muito tempo.
Pois bem: este mesmo governo paralelo, leva as suas disputas para as ruas do Rio, sem a menor cerimônia. Dá tiros de AR 15 e metralhadoras, poem hóspedes para correr, colocam o Brasil na berlinda internacional, e, passados quatro dias, não se fala mais no assunto. M-O-R-R-E-U!
Tentam varrer para baixo do tapete uma falha que na verdade assombra ao dia a dia de todos nós.
O (des) governo, o que faz? O que sempre fez em termos de segurança: NADA.
A insegurança não é apenas um fator de medição de forças, de ver quem mais compra armas potentes e modernas. É muito mais complexo e profundo. Onde o governo oficial não se fizer presente, o inoficial lá estará, fortificando-se.
Há muito aprendi ao fazer curso da ADESG, que o poder não admite vácuo. É uma verdade insofismável.
Enquanto nossos representantes, em Brasilia, se degladiam por uma fatia do poder, para acessar com mais facilidade os cofres públicos e se locupletarem, estaremos vulneráveis a este tipo de acontecimento.
Mas, como de todo fato - mesmo os negativos - poderemos tirar algum proveito, estamos, como já disse, na berlinda.
Será isto que os turistas internacionais gostarão de vivenciar aqui no país? Os Hoteis e o setor Hoteleiro que se prepare e ponham as barbas de molho...
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