Bem Vindo - Willkommen - Welcome - Bienvenido

Iuris praecepta sunt haec: honeste vivere, alterum non laedere, suum cuique tribuere.

Ulpiano, Digesta 1.1.10.1;

Institutiones 1.1.3

São estes os preceitos do Direito: viver honestamente, não lesar o próximo, dar a cada um o que é seu.

Bem vindo ao meu Blog.
Neste mundo cada vez mais apertado de lugares e de idéias, acredito poder ser este um espaço para desabafos.
Espero ter a perseverança necessária para mantê-lo, e oferecer aos que o descobrem, incentivo para participar.
Sendo assim, sejam todos, mais uma vez, Bem Vindos!

A tempo: Se você é um chato, pouco bafejado pela natureza com Q.I., fanático por futebol, por Religião ou por qualquer outro tipo de limitação mental, acredito que este endereço não lhe seja muito simpático...

sábado, 12 de junho de 2021

ISCA PRA IDIOTAS

 

A internet é uma benção e uma maldição! Ainda penso que seja mais maldição que bênçãos. De tanto bombardeio visual, auditivo, mental e inútil, torna-se um tormento passar horas do dia em escolher o que é uma mentira maior ou menor – pois todas as informações mentem, em maior ou menor grau. Estas chamadas “checadoras de notícias” são os que mais se beneficiam, pois são mentirosos pagos com o dinheiro dos trouxas. Também fujam de quaisquer chamadas que comecem com “URGENTE”, “CAIU A CASA”, “PERIGO IMINENTE”, “ÚLTIMA NOTÍCIA”, “GRAVE ACONTECIMENTO” e outras tais. A imbecilização é tão grande, que tais iscas fomentam uma indústria. Lembram-se daquela estória do garoto que vivia pedindo socorro? Pois é. Um belo dia, NINGÚEM vai atende-lo. Enfim, de tanto mentir e “monetizar” as mentiras, o descrédito geral é a recompensa.

Assim sendo, me lembrei deste sujeito, que escreveu que

“As palavras são como os patifes desde o momento em que as promessas os desonraram. Elas tornaram-se de tal maneira impostoras que me repugna servir-me delas para provar que tenho razão.”

William Shakespeare.

 

segunda-feira, 7 de junho de 2021

 Vendo o mundo como se apresenta

Como uma profecia, aqui se encontra

O sabor amargo da verdade, cruenta

Se torna real, indizível, nefasta e pronta

 O Brasil mostra a atualidade daquilo que já foi predito através das más escolhas, onde um poeta enxergava o caminho torto. Naqueles tempos e hoje. Basta ler...

 "Poema negro

Para iludir minha desgraça, estudo.
Intimamente sei que não me iludo.
Para onde vou (o mundo inteiro o nota)
Nos meus olhares fúnebres, carrego
A indiferença estúpida de um cego
E o ar indolente de um chinês idiota!"

Augusto dos Anjos 

domingo, 6 de junho de 2021

 NADA MAIS  ATUAL DO QUE SEMPRE MAIS DO MESMO...

A HUMANIDADE NÃO APRENDE.


EPÍLOGOS

Que falta nesta cidade?... Verdade.
Que mais por sua desonra?... Honra.
Falta mais que se lhe ponha?... Vergonha.

O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha.

Quem a pôs neste rocrócio?... Negócio.
Quem causa tal perdição?... Ambição.
E no meio desta loucura?... Usura.

Notável desaventura
De um povo néscio e sandeu,
Que não sabe que perdeu
Negócio, ambição, usura.

Quais são seus doces objetos?... Pretos.
Tem outros bens mais maciços?... Mestiços.
Quais destes lhe são mais gratos?... Mulatos.

Dou ao Demo os insensatos,
Dou ao Demo o povo asnal,
Que estima por cabedal,
Pretos, mestiços, mulatos.

Quem faz os círios mesquinhos?... Meirinhos.
Quem faz as farinhas tardas?... Guardas.
Quem as tem nos aposentos?... Sargentos.

Os círios lá vem aos centos,
E a terra fica esfaimando,
Porque os vão atravessando
Meirinhos, guardas, sargentos.

E que justiça a resguarda?... Bastarda.
É grátis distribuída?... Vendida.
Que tem, que a todos assusta?... Injusta.

Valha-nos Deus, o que custa
O que El-Rei nos dá de graça.
Que anda a Justiça na praça
Bastarda, vendida, injusta.

Que vai pela clerezia?... Simonia.
E pelos membros da Igreja?... Inveja.
Cuidei que mais se lhe punha?... Unha

Sazonada caramunha,
Enfim, que na Santa Sé
O que mais se pratica é
Simonia, inveja e unha.

E nos frades há manqueiras?... Freiras.
Em que ocupam os serões?... Sermões.
Não se ocupam em disputas?... Putas.

Com palavras dissolutas
Me concluo na verdade,
Que as lidas todas de um frade
São freiras, sermões e putas.

O açúcar já acabou?... Baixou.
E o dinheiro se extinguiu?... Subiu.
Logo já convalesceu?... Morreu.

À Bahia aconteceu
O que a um doente acontece:
Cai na cama, e o mal cresce,
Baixou, subiu, morreu.

A Câmara não acode?... Não pode.
Pois não tem todo o poder?... Não quer.
É que o Governo a convence?... Não vence.

Quem haverá que tal pense,
Que uma câmara tão nobre,
Por ver-se mísera e pobre,
Não pode, não quer, não vence.

(Juízo anatômico dos achaques que padecia o corpo da República em todos os membros, e inteira definição do que em todos os tempos é a Bahia.)

Gregório de Matos