Bem Vindo - Willkommen - Welcome - Bienvenido

Iuris praecepta sunt haec: honeste vivere, alterum non laedere, suum cuique tribuere.

Ulpiano, Digesta 1.1.10.1;

Institutiones 1.1.3

São estes os preceitos do Direito: viver honestamente, não lesar o próximo, dar a cada um o que é seu.

Bem vindo ao meu Blog.
Neste mundo cada vez mais apertado de lugares e de idéias, acredito poder ser este um espaço para desabafos.
Espero ter a perseverança necessária para mantê-lo, e oferecer aos que o descobrem, incentivo para participar.
Sendo assim, sejam todos, mais uma vez, Bem Vindos!

A tempo: Se você é um chato, pouco bafejado pela natureza com Q.I., fanático por futebol, por Religião ou por qualquer outro tipo de limitação mental, acredito que este endereço não lhe seja muito simpático...

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

FELIZ ANO NOVO!

Foi-se! 
Da mesma maneira rápida e fluida que veio, foi...
Assim é o tempo: fluido, inodoro, invisível, incorpóreo...
Só dá notícias da sua existência, através do estrago que faz nos velhos, e no progresso que desponta nos novos.
Nunca me imaginei com esta visão sobre o tempo. Até então, inexistia. Era um mero e oficial contar de horas e dias, formando meses e anos.
Hoje, com a personal inclusão da minha existência dentro dos estragos do tempo, pensamentos como estes passam a ter relevância.
Não relevância depressiva, mas relevância contemplativa, de quem já degusta a vida.
Assim, preparo-me para mais uma virada de ano, para a contagem oficial do ano que se finda e do próximo que se iniciará.
Aguardo as surpresas que certamente virão, boas ou más. Para maior independência dos filhos, para o crescimento veloz dos netos, para as descobertas belas e terríveis da nova profissão, para lamber as feridas e os sofrimentos permanentes que a boa e velha profissão me causaram - enfim: vem aí mais uma dose do letal cotidiano.
FELIZ ANO NOVO!!!!!



domingo, 12 de dezembro de 2010

O CACHORRO VIRA LATAS

Na mormacenta tarde de verão, debaixo de frondosa árvore, descansa o vira latas. 
Abana de vez em quando o magro rabo, espantando moscas que insistem em lhe visitar mais intimamente, trazendo-lhe desconforto. 
Nenhuma preocupação maior tem o nobre animal - apesar da designação racial que lhe rotularam - a não ser matar a fome com o que acha. e mostrar serviço através da valentia natural que detém.
Não foi construído para pensar, para ser treinado ou para tomar grandes decisões. Age de forma automática e instintiva, pois na sua simplicidade mental, mais do que isso é motivo de dor de cabeça.
De repente, um barulho interrompe seu exercício mental preferido: abanar as moscas.
Ao longe, ultrapassando a curva da estrada e vindo em sua direção, envolto em poeira fumaça e barulho, disparava um monstro, provido de quatro patas escuras e rodopiantes, emitindo gritos estridentes e assustando outros animais por  onde passava. Vinha na sua direção aquela ameaça sem nome.
Se pôs de pé, apontou o fino rabo e aprontou-se para a luta. Não ia entregar o seu espaço sem uma boa briga.
Quando a barulhenta coisa se aproximou, partiu de cá o vira latas com os dentes à mostra, os latidos anunciando sua presença e avisando que o terreno era seu.
Corre desesperado e  ameaçador ao lado do monstro invasor, querendo lhe assestar dentadas e mostrar quem manda no pedaço. Expulsá-lo  das suas posses para retornar ao seu descanso.
Nesta disposição, corre uns cem metros ao lado do monstro, ameaçando-lhe a vida, no seu sentir, através da promessa de destroçá-lo com suas presas à mostra.
De repente, sabe Deus lá por que razão, o monstro barulhento e sua nuvem de poeira, páram.
O ruido ensurdecedor que vinha das entranhas do monstro, silencia, assim como os gritos que vinha dando anunciando a sua ameaçadora presença desde que fez a curva da estrada, há algumas centenas de metros atrás.
Silêncio!
A poeira assenta, e o motorista do automóvel aproveita a parada para consultar o seu mapa e conferir a sua localização.
Para também o vira latas, de chofre, sem saber o que fazer diante daquela inesperada situação.
Olha pros lados, cheira os pneus do carro, dá meia volta e sai meio batido pelo medo e pela insegurança, sem saber como classificar a sua aventura.
Vitória sobre o inimigo? sorte de estar vivo? mêdo da situação?
Bom, como bom vira latas, isto já não é mais da sua conta. Insistir matutando sobre o assunto, só lhe trará dor de cabeça e fome.
Melhor voltar pra debaixo da árvore, e curtir a tarde, o descanso e as moscas... e assim o fez.


BRASIL, DEZEMBRO DE 2010.


Que diabos tem a haver, o Brasil e os vira latas? qual a ligação entre o Brasil , seus brasileiros, e este pobre animal, usado como preâmbulo desta despretensiosa crônica de final de semana, após quinze dias de ausência escrita?
Há quinze dias nada escrevo por aqui, não que não exista assunto, pois assuntos existem, sempre, dos mais diversos matizes. 
Difícil mesmo é escolher apenas um, e dar-lhe certa prioridade frente aos outros.
Depois de muito matutar, escolhi o da guerra civil vivida no Rio de Janeiro, com seus lances Hollywoodianos, tomada de morros pela polícia e preparativos para as UPP´s (Unidades de Polícia Pacificadora) e a seqüencia da vida daqueles que ainda permanecem por lá.
Me ocorreu a idéia dos vira latas. Em primeiro, pela assertiva de que, racialmente, brasileiros e vira latas tem muito em comum: os brasileiros, na sua grande maioria, são, como chamam os veterinários aos vira latas, "sem raça definida", os famosos "SRD´s" habitantes da nossas ruas; Em segundo, pela descrita atitude dos vira latas, quando enfrentam os perigos e os "acuam". O que fazer?
O rio de Janeiro vive a situação de haverem "acuado" o crime organizado, desmantelado o seu poderio, quebrado a sua espinha econômica e subido ao morro para ficar.
Será?
Nesta pós tomada dos morros, desceram os bandidos para o asfalto - pois sabem que a polícia não tem poderio de homens e de fogo para manter-se nos dois lugares ao mesmo tempo.
De outra feita, as fronteira pelas quais passam armas e drogas, ainda permanecem abertas - pois não existe contingente suficiente de Policiais Federais e de Exército para tapar todos os "buracos" existentes nas fronteiras.
Ademais, ainda padecemos da falta de VONTADE POLÍTICA para que tal vedação necessária ao controle do crime venha a ocorrer. As FARC, ao norte, "amigos" do molusco governamental, o o paraguai (com minúsculas, é o correto...) ao sudoeste, com a sua confusa política em torno da Itaipú "Binacional" (apesar de havermos construido ELA TODA com o nosso dinheiro), e que sempre foi e dá mostras que será por muito tempo, uma fronteira permissiva e sem lei.
Nesta conjuntura, só me vem à cabeça a situação do nosso irmão vira latas: o "monstro" parou. O cão, parou, olhou, e não sabe o que fazer.
E assim, pelo menos por enquanto, concluímos esta pequena história.
Você tem alguma conclusão alternativa?
Um abraço, e uma boa semana!


A "VITÓRIA"


A ORIGEM....

domingo, 28 de novembro de 2010

O HAITI CONTINUA AQUI...

A velha toada musical de que o Haiti é aqui, continua vívida e atual.
O Rio de Janeiro que o diga!
As imagens e as notícias da herança maldita deixada por Leonel Brizola, assombra o país, apesar de o autor desta herança já haver morrido há tempos.
Como o brasileiro em geral, tem memória curta (será genético?), vamos a uma pequeno e curto mergulho na História.
Retornando ao Brasil o Brizola reinicia a sua carreira política, e entre os seus feitos, foi assumir o (des) governo do Rio de Janeiro, preparando o Estado e a cidade para as conseqüências que vemos hoje. Uma bomba relógio política, detonada décadas após deixar o poder.
Por expressa ordem do governador, a polícia carioca deixava de subir nas favelas, redutos maiores dos seus eleitores - e a ausência do Estado, não poderia deixar de ter conseqüências.
Ao lado disto, a natural corrupção política, a eleição de deputados e de vereadores eleitos através do dinheiro e da influencia do tráfico, fez-se cada vez mais presente. Hoje, com a ameaça de vir para o Brasil a Copa de 2014 - coisa que eu só acredito, vendo - correm os governos atrás do prejuízo de décadas de ausência.
Ausência de tudo! de governo, de segurança, de educação, de trabalho, da Lei.
Nada disto se consegue recuperar em apenas 3 anos e meio.
Para o turista, vir ao Brasil é meter-se num Iraque, num Afeganistão indisfarçável. Será que eles serão tão sedentos de "adrenalina" a ponto de arriscarem suas vidas e propriedades para vir a um país em guerra, desestruturado e caro apenas pelo apelo das belas praias, somados a prostituição de mulheres, meninas e meninos fáceis e disponíveis? No leste europeu podem encontrar o mesmo tipo de "diversão" de maneira mais segura e barata...
Enfim, o Brasil está mostrando a sua cara pressionado por supostos futuros eventos nos quais o mundo deverá tomar parte.
Estamos pagando o preço do populismo político de uma esquerda jurássica que se perpetua através dos tempos, apenas mantendo um único ponto de coerência: estamos SEMPRE na contramão da História....
O molusco presidente teve razão ao escolher o bordão do seu desgoverno, colocando-o em todas as propagandas durante estes oito anos:

BRASIL, UM PAÍS DE TOLOS!!!



domingo, 21 de novembro de 2010

TARDE MORNA

Tarde morna de um domingo qualquer. Tarde de dezembro em Recife. Modorrenta.Quente.Abafada.
A falta de coragem para imprimir movimento ao corpo por conta do calor, ajuda a apenas embalar a alma lendo um poeta daqui, o nosso Augusto dos Anjos.
Apesar da sua perspectiva funérea de ver a vida, produziu pérolas que superam o escárnio e fazem da horripilante transformação da morte, da consciencia humana da sua fugaz importância, uma obra admirável.
Alguns poemas, só sendo Recifense, ou vivendo nesta secular cidade, podem ser entendidos - e, melhor: sentidos.
Quando ele abre o poema "Cismas do Destino", descreve a ponte Buarque de Macedo e o caminho da casa do Agra - famosa Casa Agra, funerária antiga e ainda existente.
O caminho, tomado pela Rua da Imperatriz até a Casa Agra, Praça Maciel Pinheiro, Rua da Conceição e arredores - só valoriza quem conhece.
Esta cidade, mesmo sob a perspectiva Augustiniana, continua a ser linda.
Aqui vai um pedacinho da poesia, para os que quiserem ler ou reler...





AS CISMAS DO DESTINO 

Recife, Ponte Buarque de Macedo.
Eu, indo em direção à casa do Agra,
Assombrado com a minha sombra magra,
Pensava no Destino, e tinha medo!

Na austera abóbada alta o fósforo alvo
Das estrelas luzia...
O calçamento Sáxeo, de asfalto rijo, atro e vidrento,
Copiava a polidez de um crânio alvo.

Lembro-me bem. A ponte era comprida,
 E a minha sombra enorme enchia a ponte,
Como uma pele de rinoceronte
Estendida por toda a minha vida!

A noite fecundava o ovo dos vícios Animais.
Do carvão da treva imensa
Caía um ar danado de doença
Sobre a cara geral dos edifícios!

E, por aí vai.......

Boa semana a todos

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

AS FÉRIAS DA JUSTIÇA

Recebo de diversos Blogs, notícias de vários matizes - entre elas, referentes as atividades ou inatividades da Justiça nacional.
No mais das vezes, as notas são de péssimo agouro. São sobre o acúmulo de ações, sobre o descumprimento das metas estabelecidas pelo CNJ, ou, como no caso que apresento a voces, sobre as férias pagas na mordomia aos Juízes Estaduais e Federais  nacionais, nos paradisíacos Hotéis, às custas da diversas empresas nacionais e internacionais. O custo? avaliada a farra em 1 milhão de reais.
O OUTRO custo (moral), é de monta inestimável. 
Quem agora se dispuser ao confronto judicial contra uma destas empresas, prepare-se para entrar em zona ainda mais obscura do que já é no tocante a decisões judiciais questionáveis.
Não existe almoço de graça! Em nenhum lugar do mundo!Preparemo-nos para pagar mais este preço - a não ser que o CNJ, que já iniciou ou iniciará Sindicância contra os Magistrados que participarem deste "mimo" tome alguma providência.








JUÍZES ESTADUAIS E FEDERAIS FAZEM EVENTOS EM DOIS HOTÉIS DO NORDESTE DIVULGAÇÃO DO HOTEL


Data: 12.11.10


Os fatos são dois.
 
* Primeiro. A AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) realiza, desde ontem (11) até amanhã (13), reunião de juízes estaduais, em hotel à beira-mar, em Aracaju (SE), com patrocínio de R$ 1 milhão de empresas públicas e privadas.

São patrocinadores do encontro que se realiza no Hotel Parque dos Coqueiros, a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, o Banco do Nordeste, o Banco do Estado de Sergipe, os Correios, a Souza Cruz, a Vale, a Vivo, Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária, Sindicato das Distribuidoras de Combustíveis  
 
* Segundo. Um encontro de juízes federais está sendo realizado no Hotel Transamérica da Ilha de Comandatuba, na Bahia.

Como patrocinadores estão o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, a Souza Cruz, a Eletrobras e o co (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial). 

As informações foram publicadas pela Folha de S. Paulo em reportagem assinada pelo jornalista Frederico Vasconcelos. O evento é organizado pela Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e se estende desde anteontem (10) até amanhã (13).

Em comum, a notícia de que os dois eventos serão encerrados com shows da cantora Elba Ramalho.
A Souza Cruz informa que seu patrocínio, "feito em plena conformidade com a lei, tem o objetivo de contribuir com o debate do pensamento jurídico nacional". 

O Etco informa que "entende como importante apoiar iniciativas que visem a melhoria dos serviços judiciários no país".  A Caixa e o Banco do Brasil confirmam as contribuições, mas não comentam o apoio. 

Repercussões no CNJ

O conselheiro Jorge Hélio Chaves, integrante do CNJ, disse que pedirá a abertura de uma investigação contra os magistrados que estiverem presentes. As informações são do blog do jornalista Lauro Jardim, da revista Veja.

A iniciativa de Hélio Chaves tem o respaldo de mais três conselheiros. Chaves disse que solicitará à administração dos cinco Tribunais Regionais Federais do país a relação dos magistrados participantes do evento. 

O conselheiro quer propor ao CNJ que crie um grupo de trabalho para limitar ou, pelo menos, deixar mais claras as regras para a concessão de patrocínios a juízes. Isso viria por meio de uma resolução. 
Chaves - que chegou ao CNJ como representante da OAB - é advogado e foi conselheiro federal pela entidade, eleito por seus colegas do Ceará.

"Enxergo como, no mínimo, esquisita esta relação. A ideia da resolução é evitar que isso ocorra no futuro e quebrar esse círculo vicioso" - diz ele.

A Ajufe distribuiu uma nota oficial sobre as declarações de Jorge Chaves. Num dos trechos, a entidade afirma que "não vislumbra no CNJ qualquer atribuição constitucional para a verificação de conduta de magistrados federais que vão reunir-se legitimamente em assembleia geral ordinária anual prevista nos seus estatutos e, acima de tudo, de realização obrigatória". 

.............................
Veja como a Folha de S. Paulo revelou os eventos da magistratura em hotéis do nordeste 
............................. 
  
Bancos estatais patrocinam evento de juízes em resort 
 

Empresas públicas e privadas patrocinarão nesta semana encontro de juízes federais em luxuoso resort na ilha de Comandatuba, na Bahia, evento organizado pela Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), informa reportagem de Frederico Vasconcelos. 

Cada magistrado desembolsará apenas R$ 750. Terá todas as despesas pagas, exceto passagens aéreas, e poderá ocupar, de quarta-feira a sábado, apartamentos de luxo e bangalôs cujas diárias variam de R$ 900 a R$ 4.000. 

A diferença deverá ser coberta pela Caixa Econômica Federal (com patrocínio de R$ 280 mil), Banco do Brasil (R$ 100 mil), Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (R$ 60 mil), Souza Cruz, Eletrobras e Etco (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial). Os três últimos não quiseram informar o valor pago pelo patrocínio. 

OUTRO LADO 

A Ajufe informa que "em todas as oportunidades anteriores adotou o mesmo modelo de encontro, concentrando os seus esforços de organização para proporcionar o debate de temas importantes para o Poder Judiciário e para a sociedade brasileira". 

Segundo a diretoria da Associação dos Juízes Federais do Brasil, o encontro é "financiado em grande parte pela própria Ajufe e por seus associados, que arcam com passagens aéreas".

"Serão debatidos desde temas corporativos a matérias de grande relevância para a sociedade, como combate à impunidade", diz a entidade.
 
"Em toda a sua história a Ajufe sempre se pautou pela ética na obtenção de patrocínios",
 afirmou o presidente, Gabriel Wedy, numa de suas primeiras entrevistas após assumir o cargo, em junho. "É difícil realizar evento sem patrocínio e precisamos dessas ocasiões para trocarmos ideias, mas não podemos nos curvar a patrocinadores e entender isso como troca de favor, o que é inadmissível", disse, na ocasião. 

Alísio Vaz, vice-presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes, diz que a entidade apoia o evento há mais de dez anos. Ele diz que "o Sindicom busca aproximação com juízes para dar esclarecimentos a respeito de ações de empresas que contestam na Justiça normas da ANP [Agência Nacional do Petróleo] e desequilibram o mercado". 

A Souza Cruz informa que seu patrocínio, "feito em plena conformidade com a lei, tem o objetivo de contribuir com o debate do pensamento jurídico nacional". O Etco informa que "entende como importante apoiar iniciativas que visem a melhoria dos serviços judiciários no país". 

A Eletrobras afirma que foi procurada pela Ajufe e "ainda está avaliando a concessão de patrocínio".A Caixa e o Banco do Brasil confirmam as contribuições, mas não comentam o apoio.     


 
Outra associação de juízes tem verba estatal para evento em hotel

Por FREDERICO VASCONCELOS

A AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) realiza, de amanhã a sábado, reunião de juízes estaduais, em hotel à beira-mar, em Aracaju (SE), com patrocínio de R$ 1 milhão de empresas públicas e privadas.

Isso levou a Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) a acusar o presidente da AMB, Mozart Valadares, de "falta de coerência e oportunismo", ao criticar, ontem na Folha, o encontro de juízes federais na ilha de Comandatuba (BA), "por ser localizado em zona de praia".

São patrocinadores do evento da AMB: Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco do Estado de Sergipe, Correios, Souza Cruz, Vale, Vivo e Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária.

A Folha revelou que cada juiz federal desembolsará apenas R$ 750 para participar do evento de Comandatuba, com despesas pagas (exceto passagens aéreas), ocupando durante quatro dias apartamentos de luxo e bangalôs cujas diárias variam de R$ 900 a R$ 4.000.

A diferença é coberta pelo patrocínio de Caixa, Banco do Brasil, Eletrobras, Souza Cruz, Etco e Sindicom.

"Nunca neguei que a AMB recebe patrocínio. Mas não há nada gratuito. Os juízes e acompanhantes que estão em Aracaju pagam a inscrição, a hospedagem e a passagem aérea"
, diz Valadares.

Os dois eventos serão encerrados com show de Elba Ramalho. A Ajufe não revelou os patrocinadores e os valores. A AMB divulgou.

Na Bahia, a maior parte do tempo será dedicada a competições esportivas e atividades sociais. Em Sergipe, haverá campeonato de futebol e torneio de tênis. "Não é proibido fazer evento em cidade com mar, mas um encontro em Comandatuba, num resort, dá conotação de lazer", diz Valadares.

Valadares afirma que a AMB "não admite que o patrocinador indique palestrantes". Mas serão conferencistas em Sergipe a senadora Kátia Abreu, presidente da CNA, e Thales Baleeiro Teixeira, gerente da Vale.

Falarão no evento da AMB os ministros Luiz Fux, do STJ, e Ricardo Lewandowski e Ayres Britto, do STF.

Editoria de Arte/Folhapress






sexta-feira, 5 de novembro de 2010

UMA NAÇÃO DIVIDIDA

Não votei na dilma. Não apoio o lula nem ao seu partido ou aliados. Os motivos, são de convicção política pessoal e filosófica. Tal como gôsto, time de futebol e critérios de beleza, estes valores são tão subjetivos e arraigados que não adianta serem discutidos.
Mas, daí a partir para o ataque pessoal em relação aos discordantes, é meio complicado.
A história da mocinha de São Paulo que meteu os pés pelas mãos, serviu apenas para levantar velhos temas e preconceitos, além de mostrar o despreparo de alguns dos nossos universitários. Ainda bem que ela faz seu curso de Direito em São Paulo.
Já morei no Paraná por muitos anos, onde fiz e tenho grandes amigos e ainda tenho família por lá. Lá, nasceram meus dois filhos mais velhos, e três sobrinhos muito queridos. É uma linda região, que gosto e respeito - mas, tive, vez por outra, de engolir muita bobagem e ouvir um monte de besteiras, ditas como "brincadeira" que espelhavam conceitos e preconceitos embutidos em muita gente da região sul-sudeste, principalmente os mais velhos. E certamente alguns destes se encarregaram de contaminar os mais novos. Assim, as coisas se retroalimentam e nunca acabam.
Penso que a mocinha deve ser responsabilizada pelas suas declarações, com todo o rigor da Lei - não tenham dúvidas.
Mas, não acho que seja um tema que deva ser elevado aos píncaros da importância.
Os motivos, são simples: primeiro, seria ajudar a uma pessoa absolutamente ignorante a ser elevada ao nível de importância nacional. 
De ignorantes "importantes", estou farto, venham de onde vierem!
Segundo, acredito que o mal por si, se destrói. Esta moça, a não ser no estrito círculo das suas amizades e conhecimento, já demonstrou a que veio. 
Como futura Advogada, não trem grandes chances. Bons Advogados tem como pré requisito, a inteligência e a Cultura. Operadores do Direito, que sejam bem formados, jamais partiriam para cometer tamanha bobagem. 
Ainda por cima, escreve mal - pois para ela, frio é "friu" - quem sabe, a temperatura se mede e escreve diferentemente onde ela vive?
Terceiro, nós, os Nordestinos não padecemos de complexo de inferioridade. Nunca padecemos. Não faz  parte do nosso espírito, da nossa herança Cultural nem da nossa genética.
Desde os tempos de maiores dificuldades, nós sempre nos destacamos: nas Letras, nas Artes, nas Profissões.
Com seca ou sem ela, com fome ou na fartura, sempre mantivemos a cabeça erguida e falamos bem da nossa região e do nosso povo.
Podemos nos "rasgar no dente" entre nós - mas jamais permitir que "os outros" apontem nossas fraquezas ou nos destratem.
Além do mais, retorna à superfície o velho tema de quantos Brasis fazem este Brasil?
Pessoalmente, minha Nação chama-se Pernambuco. Meu país, é o meu Estado e minha gente, e o umbigo do mundo é o Recife, com o coração em Garanhuns, onde tive o privilégio de crescer.
Meus irmão mais próximos, me rodeiam: Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte, Sergipe, Ceará, Maranhão, Piauí.
A Bahia? não sei.... o baiano sempre quis se bandear para o Sudeste - mas, se quiseram participar desta irmandade, serão bem vindos. Minas Gerais, com a sua parte nordeste, mesmo pobre como é, é bem vinda.
Assim, rodeado de famíliares e de quem me entende, fala a mesma língua, tem os mesmos hábitos e compartilha o mesmo orgulho de pertencer a este pedaço do Brasil - sobra muito pouco espaço para dar atenção a  microbianas inteligências que vez por outra nos atacam.
Quando acontece, lembro-me daquela música cantada pela pela Elba Ramalho - Nordeste Independente.
Eu, estou pronto para assumir esta cidadania, que sempre levei no coração...


Vejam os "apoios".....


Notaram o Português da autora e dos apoiadores?
Nós somos maiores que isto.

P.S.: Só uma pergunta: Se todos os nossos irmãos voltassem para casa, quem iria tocar as indústrias, o comércio, e manter o consumo no sul-sudeste?

terça-feira, 2 de novembro de 2010

FINDA A ERA DA MEDIOCRIDADE. INICIA-SE A DO DESASTRE.

Dia dois de novembro.Finados. O sol brilha, indiferente às paixões e à condição humana. Levanta-se pela manhã, e põe-se ao final do dia, cumprindo sua jornada cósmica, sem sequer notar a presença desta raça habitante do terceiro planeta, e, menos ainda, da que habita a região geográfica denominada Brasil.
Para o Cosmos, não existimos. Existimos apenas nos conceitos criados por nós próprios, muitas vezes capazes apenas de nos causar sofrimentos. Criamos de tudo: desde  o conceito de Deus, até a nossa importância diante de uma Natureza que, confundindo-se com Deus e a sua criação, nos ignora. Apenas, de vez em quando, se vinga, pelas bobagens que fazemos.
E cá estamos nós. Anchos da nossa importância, discutindo entre  fatos que mais dividem do que aglutinam.
Tenho lido e relido algumas obras que considero verdadeiras fagulhas de iluminação, como os Sermões do Padre Vieira - de quem sou admirador inconteste - e procuro dentro da minha pequenez encontrar o consolo diante das  bobagens que a nossa tão propalada Humanidade diariamente comete.
Reduzindo mais ainda o nosso círculo de importâncias, a ultima bobagem cometida pelo grupo de Humanos que habitam este rincão chamado Brasil, e que se deu no domingo.
A escolha de alguém para liderar esta massa de semi analfabetos literários e políticos, amantes do populismo e dependentes de esmolas governamentais - convenhamos - não poderia ser outra. 
Vivemos uma época em que a ignorância prevalece sobre o conhecimento. o impulso sobre a prudência, a satisfação imediata sobre o bom senso.
Tudo tem que ter uma solução imediata, pronta, grátis.
O ter hoje, supera o poupar para o amanhã. E, estes conceitos jogados no colo de uma massa de mal alfabetizados ou de perfeitos analfabetos, torna-se uma massa crítica, perigosa, explosiva, irresponsável e viciada. Uma massa crítica perfeita para a geração de uma Ditadura, nos mesmos moldes que o Adolph encontrou, assim como o Fidel, o Stalin, o Mao, entre  outros.
Por outro lado, precisamos aprender com aqueles que, utilizando-se do conhecimento destas forças primordiais, as puseram a seu serviço, galgaram o poder, e lá permanecem: façam o que fizerem, roubem como roubarem, desrespeitem as Leis como quiserem - lá estão, aplaudidas por todo um populacho,à exceção de quarenta e seis milhões que àqueles se opõem.
Vamos continuar a manter nossos contatos escrevendo e apoiando, denunciando e mostrando - porém, temos que ir um passo além.
Temos que nos organizar de maneira mais eficaz. utilizar as armas que a Constituição (ainda) disponibiliza, deixar as nossas Torres de Marfim da intelectualidade que pensamos ter, e chegar de maneira efetiva a soluções capazes de modificar o Status quo, mesmo que isto exija que tenhamos de tapar o nariz, e de vem em quando pedir licença para vomitar.
Só reclamar, não basta. Só nos condoermos com a situação do povo - na verdade, estaremos nos condoendo da nossa própria situação  - pois, para eles, está ótimo! Eles ainda acham que "ganharam" o que quer que seja.
Temos que agir. De forma organizada e por todos os meios disponíveis, parando com as lamentações e partindo para o confronto inteligente - pois não dá para bater de frente com que detém o poder!
Sejamos subreptícios. Saltemos sobre a nossa própria sombra e ajamos de acordo com as necessidades, sem esquecer os princípios que nos movem.
Devemos entretanto, declinar estes princípios apenas para aqueles que compõem o círculo mais interno das nossas amizades. Devemos criar verdadeiras "células" de resistência, a exemplo daqueles a quem hoje combatemos.
Enfim, aprendamos que não se pode jogar pelas regras, contra aqueles que não tem regras!
Este deverá ser o nosso Norte!

Abaixo estudem o mapa e avaliem as semelhanças.
É contra esta ignorância que devemos nos bater....


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

RESSACA MORAL

Segunda feira de ressaca! Ressaca moral!
Apesar dos pesares, e de manter teimosamente a esperança de que o zé povão fosse pensar melhor na escolha dos candidatos a presidente, venceu a escolha do lugar comum, do continuísmo, do populismo, da malandragem e da safadeza que só uma esquerda corrupta como a do Brasil, é capaz de impingir.
O outro, como já disse em outros escritos, não era a salvação da lavoura - mas, pelo menos, iria possibilitar um freio de arrumação - coisa necessária na política, para se espanar a poeira dos poderosos quando se demoram nos seus cargos, pensando já serem os donos da cocada preta.
Segunda feira passada, há uma semana, estava eu fazendo meu Ambulatório no serviço público, e me condoendo com a população que lá me procura. Saí deprimido.
Já em casa, conversando com a minha mulher, pensei: deprimido porque? A saúde pública, está como sempre esteve, e cada vez pior. Isto é: UMA MERDA! Mas, o governador de Pernambuco recebeu uma aprovação de mais de oitenta por cento da população! então, para o povo, deve estar ótimo, chafurdar em tal merda! Quem sou eu para contrariar a vontade deste povo? Porque me condoer com uma situação mantida pelos ídolos políticos destes tupiniquins que adoram estar na merda?
Agora, vem a merda a nível nacional. A manutenção no poder de um grupo adepto da política Malluffista do rouba mas faz. Mais uma vez, deve-se democraticamente respeitar a vontade do populacho, e deixá-los carregarem nos ombros por mais quatro anos, a maldilma, o sarney, o collor, o zé dirceu, e todos os outros líderes minúsculos e ladrões que a população conhece, reconhece e aprova.
Bendito Brasil, que, durante à noite, recupera-se dos absurdos dos seus líderes cometidos à luz do dia!
Aos que pensam como eu, resta uma lição aprendida: temos que imitar a esquerda, e utilizar de todos os recursos que ela utilizou para chegar e se manter no poder. Acabar com esta história de ética, de princípios, de legalidade, de cidadania. Tudo isso não leva a nada! o que o povo gosta, é representado pelos seus líderes atuais - que nos dão uma lição de como fazer política.
Até lá. enquanto não aprender a ser tão safado, ladrão, mau carater e bandido quanto eles, vou ficando na minha trincheira, reunindo forças e unindo-me a outros dos quarenta e seis milhões de brasileiros que estarão fora deste reinado de banditismo, e lutar a luta das guerrilhas. A luta em trégua e a oposição implacável.
Um dia, a casa cai....

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

ELOGIO À VAGABUNDAGEM

Recebi mais uma colaboração do meu mano, Poeta-Advogado Luciano, que acho nestes dias decisórios para o futuro deste pobre país, deve levar a uma profunda reflexão.
Mais do que pertinente e oportuna, é um grande alerta de que chegada é a hora de nos livrarmos - pelo menos, parcialmente - desta bandalha que já nos assola por oito anos.

Abraços


ELOGIO À VAGABUNDAGEM


Eu tenho bronca do presidente, sim. Antes não tinha. Achava-o apenas sujo, mal lavado, ignorante, boçal, troglodita, inconveniente, atrevido, insolente, mentiroso etc. etc. etc., porém eu punha estas arestas na conta de sua biografia  e mudava de canal. Não conseguia compreender como nem por que a CNBB, a OAB e uma parte da imprensa incensavam aquela pessoa e a transformavam num mito. Quando estourou o caso LURIAN eu acrescentei no meu caderninho: irresponsável. Um dia Leonel Brizola, derrotado no primeiro turno de uma eleição presidencial, em face da ameaça da eleição de Collor, preconizou o voto útil e mandou que a militância do PDT tapasse o nariz e votasse no sapo barbudo. Eu era presidente do PDT de Uberlândia e admirava Brizola,  mas não consegui atender ao seu pedido. A caricatura do sapo barbudo ficou para sempre desenhada no seu portfolio político. Indelével. Num País de grandes oradores políticos, aquele exaltado cidadão era apenas um ator da comédia bufa que sabia de cor  duas ou três frases de efeito. A informação “aposentado por invalidez” por causa do dedo mindinho sempre me pareceu intriga da direita e eu nunca a apurei. Apenas anotei no meu caderninho, mais uma vez, o fato curioso de ele estar sempre desocupado. Eu havia repassado 300 alunos por dia, dobrando turno na escola estadual de MG, durante 32 anos, para chegar a uma aposentadoria menor do que um salário mínimo. De onde saíra aquele Messias fabricado?

O tempo não só confirmou o que eu pensava como, infelizmente, acrescentou outras considerações desabonadoras. Investido do cargo e dos poderes inerentes e decorrentes do cargo, ele botou as unhas de fora e se revelou por inteiro. Lerdo, esquecido, cego, mudo, mal acompanhado, arrogante, intrometido, globe-trotter contumaz e exigente, inconveniente, inoportuno, desrespeitoso, metido a engraçado, mal assessorado nos assuntos internos e externos, ele foi dizendo patacoadas que caíram na alma da gigantesca camada de brasileiros e brasileiras pobres de grana e pobres de espírito. Estes cidadãos, das camadas de E a Z, se contentaram com cestas, bolsas, vales, tíquetes, esmolas, enfeitadas com bandeiras, marchas messiânicas, quebra-quebra, invasões, saques, desordem generalizada. O cargo lhe deu imunidade e impunidade e ele, generoso, repassou estes benefícios aos desordeiros e aos amigos mais próximos.

Estamos vivendo tempos modernos, preocupantes. Nos últimos cinco anos eu, que não sou ninguém no contexto nacional, viúva, acumulo treze BOs  (Boletins de Ocorrência Policial ) com registro de assaltos a mão armada e grandes prejuízos materiais na minha pequena fazenda em Uberlândia, onde resido. Pago/jogo fora, mais de 50% do movimento da minha atividade, para cumprir as exigências da escorchante carga tributária do atual governo. Eu era classe média, agora não sei mais o que sou. E, o que é pior, não tenho sossego para viver nem trabalhar. Nem eu nem meus companheiros de atividade agropecuária. Em nome da reforma agrária uma grande baderna tomou conta da zona rural e ensejou a formação de gangues intocáveis, mantidas com rubricas polpudas de dinheiro público. O documento cartorial de propriedade privada perdeu a validade. O governo inventou índices inatingíveis de produtividade para configurar a improdutividade da terra e justificar o vandalismo dos seus apaniguados. E deixou a abóbora alastrar.

A corte da saparia coacha alto, voa pelo mundo numa suntuosa aeronave presidencial, mete a colher de pau onde não foi chamada, conta piada, faz sucesso no exterior, entretanto não sabe qual é o estoque regulador de alimentos de que dispomos. Não é capaz de mapear a produção. Não nos garante preço mínimo. Não cuida das estradas nem dos portos e aeroportos e vende mal nossas super safras de tudo, nossos minérios, nossos  quilowatts de energia hidrelétrica limpa e não renovável.

Nos últimos anos o Brasil conheceu a desesperadora realidade do desemprego. Chegamos a crescer abaixo de ZERO. Quem estava empregado, caiu na informalidade. As estradas estão repletas de acampamentos de sem-terra. Invadem à-toa, apenas para vender aquele chão que nada lhes custou e depois invadir outra propriedade, para vendê-la também. É a Imobiliária MST-MLST, especialista em assentamento improdutivo, parceira e tutelada pelo INCRA desde a primeira invasão. São párias sociais, abandonados. Sem agrônomos, sem sementes, sem mandalas, sem carteira assinada, sem financiamento, vivendo de bicos e de pequenos delitos na vizinhança. Nas horas vagas engrossando o contingente de invasores em novas propriedades. Eu nunca ouvi o presidente dizer uma palavra a respeito desta conflagração nacional.

Neste momento a carteira de trabalho se tornou dispensável no Brasil, sabe por quê? Porque o emprego estável prejudica o recebimento da bolsa-esmola. O presidente milagroso catapultou 34 milhões (?) de miseráveis e, com dez quilos de arroz e um quilo de fubá, os instalou na classe média. Agora a candidata chapa-branca promete erradicar o restante da pobreza em quatro anos. É um delírio!

São oito anos de caos moral e ético no País. Nada completamente novo, que o Brasil nunca tivesse praticado. Aliás nossa história política tem raros momentos de decência e escassos cidadãos ilibados. O fato novo é a escancarada intervenção do presidente em defesa de sua gangue, vociferando contra a imprensa, a justiça, o congresso, a Constituição, a sociedade civil organizada. E agora, no apagar das luzes, ei-lo travestido de garoto-propaganda em tempo integral, usando com naturalidade todos os mecanismos do governo para empurrar goela abaixo uma candidata que não tem luz própria, nem é petista, que ouviu a galinha cantar, mas não sabe cadê o ovo. Uma gordinha inimiga das instituições desde quando era de-menor. Bonitinha, é verdade, mas beleza não põe mesa.

Uma campanha messiânica começa a rotular a pupila do Sr. Presidente com o codinome de MÃE. Aí já é demais! O desconfiômetro deles pulou a janela e virou a esquina. Nem daqui a 50 anos o Brasil conseguirá limpar da alma do nosso povo esta nódoa maligna de conformismo raivoso e vingativo que o sapo barbudo impingiu na alma das camadas E a Z. Alguém deles leu O PRÍNCIPE, de Maquiavel. Com certeza.

Antes havia pobres por aqui. Milhares. Miseráveis. Porém eles aspiravam a uma superação pessoal. Hoje eles se acomodaram, cruzaram os braços. Esperam que tudo lhes caia do céu. As cotas universitárias revitalizaram o apartheid. Ao invés de injetar recurso no ensino público, a máquina de sedução que vira voto criou o PRO UNI e fez proliferar as faculdades medíocres. Num país sem planejamento familiar, a juventude superlota os presídios. A guerra fratricida faz trincheira em cada esquina. A classe A levanta as muralhas de seus condomínios fechados. A classe média paga imposto deduzido na fonte, tem plano de saúde e previdência privada. Viver ficou perigoso demais. Caro demais. O resto são 70% de brasileiros e brasileiras ingênuos que caíram no mais moderno conto do vigário: o do marketing político institucional. A estes lhes bastam, hoje, como na Roma Antiga, migalhas de pão e algum futebol, já que o  circo também morreu.  

Brizola jamais poderia suspeitar que ele faria do caçador de marajás seu líder no senado. Que o tesouro nacional acumularia montanhas de dólares obtidos de alíquotas e das taxas de juros mais altas do mundo. Hoje eles se acomodaram. Que a rede bancária nacional e internacional iriam ao paraíso. Que a poupança renderia 0,65%  e os cartões de crédito chegariam a cobrar 12% ao mês, capitalizados, claro, o que dá nada menos de 389,59% ao ano...Quando menor a renda do financiado, maior o percentual de juros cobrado. O acesso da classe mais baixa ao crédito, portanto, só fez por aumentar os lucros fabulosos das financeiras, administradoras de crédito e demais sócios do clube da agiotagem consentida pelo poderoso goiano Meireles e seu Banco Central.

Cinqüenta anos para consertar esta mentira política talvez não sejam suficientes. Por tudo isto é que no dia 31 de outubro temos que comparecer em nossa sessão eleitoral e dizer um rotundo NÃO ao sapo barbudo. Se não for para ganhar a eleição, que seja para saber com certeza quantos somos, nós, que não perdemos a lucidez nem caímos no conto do vigário apregoado por um sapo que virou príncipe e que, de dentro do seu palácio e da sua nave espacial ultra sofisticada, fez, despudoradamente, dia após dia durante oito anos, o ELOGIO DA VAGABUNDAGEM.

Martha de Freitas Azevedo Pannunzio – CPF 394172806-78 - Uberlândia, 30/set../2010

domingo, 24 de outubro de 2010

ÚLTIMOS ESFORÇOS EM DEFESA DA DEMOCRACIA

Amigos,


VISITEM, ASSINEM, DIVULGUEM
(ENQUANTO PODEM!!)

http://www.defesadademocracia.com.br/

ABRAÇOS.

QUEDA LIVRE

Amigos,


Aos poucos que lêem e acompanham esse Blog, gostaria de agradecer àqueles que incentivaram, acompanharam, criticaram e enfim, democraticamente expuseram as suas idéias e pensamentos nestes tempos de campanha.
Certamente, este Blog não deixará de existir, e pretendo continuá-lo, com ou sem campanhas. O Brasil é muito grande e complexo, para que deixemos de escrever sobre ele, e nos dediquemos apenas a analisar e encetar esforços durante uma campanha presidencial que termina na contenda entre um ser humano , neste caso, o José Serra, e um títere de um bando de canalhas cuja meta é manter-se  no poder e escapar à polícia.
Posições políticas à parte, paixões eleitorais á parte, acho que, diferentemente daqueles que pensam que seja lá quem for eleito, nos representará, acho que desta vez o Brasil sairá definitivamente dividido. Perigosamente dividido, seja lá quem ganhe.
Ganhando o Serra, acho que ele enfrentará uma oposição fisiológica e perigosa, capaz de vender a alma ao diabo (e, pior: entregá-la), tudo em nome do poder e da manutenção dos privilégios.
Cedendo a isto, ele trairá àqueles que nele depositaram sua confiança. Não cedendo, terá inúmeras dificuldades e atropelos, a não ser que venha diretamente ao povo, e denuncie todas as manobras, chantagens, compras e dificuldades que o bando dos derrotados lhe impõem. Terá coragem para isso? Não sei.
Caso o desastre nos alcance, e a teratologia representada pela candidata do molusco o suceda, tambem haverá uma cisão. Ao contrário do que lí, escrito por um querido  amigo e, para  minha surpresa, seguidor do molusco, não haverá mais lugar para uma passiva aceitação.
Não há mais lugar para a aceitação simples e pacífica de uma imposição da esquerda irresponsável e venal se esta eleger a candidata do planalto.
A oposição a ela será rígida, irrestrita, contínua, diuturna, responsável e sem tréguas. Não haverá um segundo de descanso para que possam ser cometidos erros sem resposta, e haverá mais e mais denúncias internas e externas, movimentando o cenário internacional e tambem as cortes internacionais sobre todos os movimentos e posições que seu governo terá. 
Pode ser aparentemente pouco, mas sobrará pouco tempo para governar, para aquele que tenha de se explicar a todo o instante.
E sobre o apelo do Espírito Democrático em aceitar a vontade da maioria?
Descabe tal apelo, quando este espírito se vê distorcido pelo uso da máquina Estatal, insistente e sem medidas, na campanha eleitoral que presenciamos. Descabe quando assistimos um presidente da república incitar as multidões na prática da violência, e ao desrespeito às liberdades democráticas do exercício da oposição. Descabe quando assistimos ao presidente comprar votos usando o erário público, sob o disfarce de bolsas, disso e daquilo, em uma medida jamais vista.
Já dissemos e repetimos: Não há como lutar pelas regras, com quem não tem regras.
A dona dilma e seus asseclas, há décadas, sabem disto. 
Será que eles pensavam que esta posição, de luta sem quartel,  só serviria para um lado?
Não será necessário, nestes novos tempos, imitar os erros realizados no passado, assaltando bancos e roubando cofres de amantes de governadores, para realizar uma oposição sem quartel a tais pessoas.
Não há momento histórico nem internacional para isto. Mas sempre existem maneiras de se contrapor a governos cuja meta é a de entregar o país nas mãos de aventureiros e tiranos como hugo chávez e seu bando,  ávidos para estender suas ações terroristas américa latina afora. Aqui, com a ajuda da dilma.
Enfim, como já disse, seja lá quem for o vencedor, será como que uma vitória de Pirro.
Como o título sugere, estamos em queda livre, e em sete dias, temos de puxar o cordel do para quedas, e seja o que Deus quiser.
Apenas para ajudar a discernir quem será o melhor candidato, colocamos o vídeo abaixo, para que sintam o grau de incertezas que pairam sobre a candidata do planalto.
Abraços a todos, e boa semana, e que Deus nos ajude!



sexta-feira, 22 de outubro de 2010

MOLECAGENS OFICIAIS

Não satisfeito com a molecagem de impingir ao povo brasileiro a candidatura de uma bandoleira e sequestradora, o molusco ocupante da atual presidência do Brasil, do alto da sua ignorância nata e incorrigível, ainda incita a população a praticar agressões físicas ao candidato que lhe faz oposição.
Se alguem tinha dúvidas de como será regido o Brasil caso venhamos a ter o azar de eleger a "esquentadora de cadeira" do tal molusco, estaremos metidos em uma camisa de onze varas.
O papel de um Presidente da República, confunde-se com o papel do Estadista. Ambos devem ser escritos em maiúsculas. Em primeiro lugar, o Presidente, em respeito a quem discorda da sua condução de governo e das suas idéias  não deveria participar ativamente de campanhas eleitorais. O porque disso, salta aos olhos. Querendo ou não, o Presidente deveria ser de todos os brasileiros, e não só da bandalha do seu partido. Dessa forma, em respeito aos discordantes, que também pagam impostos e que não são acariciados com as benesses do seu governo, sucumbem duplamente quando este tipo de comportamento presidencial é a tônica durante uma campanha eleitoral.
Em segundo lugar, o Presidente quando assim aje, esta utilizando-se da máquina governamental nas suas viagens, pagas com dinheiro do erário, para fazedr comícios e projetar a sua candidata.
A desculpa de que as viagens oficiais apenas coincidem com as da agenda da candidata, e servem para inaugurar obras do governo federal, poderá apenas enganar aos que foram supridos com dois neurônios, e que fazem coro com os desejos do molusco.
Para os demais, medianamente inteligentes, a até para os bordelines, tal descaramento não convence.
Por fim, a agressão física à la chavez - o sargentão maluco, safado e ladrão que tomou assento na Venezuela, e que é um dos amigos do peito da bandalha petista - ainda é incentivada pelo molusco, impingindo a culpa pela agressão ao agredido.
Estamos em uma encruzilhada. E, se a moda pega, daqui pra frente vamos ter nas ruas os oposicionistas agredidos e patrulhados, com as bençãos do governo federal.


domingo, 17 de outubro de 2010

HÉLIO BICUDO VOTA SERRA

Amigos,
Neste preâmbulo do segundo turno, assisti com tristeza a pessoas, conhecidas, amigas, descerrarem o véu das aparências e mostrarem sua cara. Confesso a decepção com o que ví.
Antes, me fosse dada a ignorância dos fatos, pois, como meu sábio avô, o matuto Vitalino dizia, "meu filho: a ignorância é a mãe da felicidade!"
Mais uma vez, repito, que não acho ser o Serra o "salvador da pátria", mas, como em tudo, em se pesando custo-benefício, sobra mais para o lado do benefício.
Pelo menos, até agora, não se conhece nenhuma formação de quadrilha por parte dele. Ele não se associou aos sarney, ao collor, a erenice guerra, ao zé dirceu e a tantos outros a quem este desgoverno liderado pelo popular molusco lula protagonizou até este momento. 
Esta bandoleira levada por ele à condição de candidata oficial, nos moldes da Coréia do Norte, é a representação do continuísmo e da bandidagem oficial cuja sede momentânea, é o Palácio do Planalto.
Pessoas qualificadas são levadas pela emoção (?) a gritar a plenos pulmões a miragem da candidata como sendo não apenas uma escolha, mas "a" escolha.
O dia se aproxima, e a sensação de caminhar com uma tocha dentro de uma fábrica de fogos, nunca foi tão grande!
Vamos ver o que os apologistas do apocalipse dilma dirão frente a declaração de outro dos maiores Juristas do País, e melhor: um dos fundadores do pt.
Abraços e boa semana!