Ao ler a postagem que recebo diariamente de um Site chamado MIGALHAS (por sinal, ótimo), comprovo com espanto, uma manifestação da OAB seccional de São Paulo, condenando a exposição do Artista Plástico Pernambucano GIL VICENTE, denominada de "Inimigos", mostrada na Bienal de São Paulo.
O presidente d'Urso, bem como a presidente do IASP (Instituto dos Advogados de São Paulo), optaram por classificar a obra como"apologia ao crime". Espanta-me!
A OAB sempre representou e representa para mim, uma das últimas trincheiras em defesa da cidadania, da liberdade e das salvaguardas da civilidade. Certamente, como Instituição, vez por outra sofre atraves da intervenção das pessoas que, transitoriamente a dirige, arranhões na sua imagem.
A representação do artista, de longe, não representa apologia ao crime. E, se assim o é, faz menos apologia através das imagens puramente artísticas, representativas de uma situação impossível, do que a realidade mostrada deforma escancarada em todos os noticiários, da ministra da casa civil e do seu filho "empresário", envolvidos na receptação do propinoduto que enlameia este (des) governo do senhor lula e seus asseclas...
Não me recordo de haver lido nenhuma manifestação raivosa do presidente da OAB de São Paulo sobre estas fotos...
E,vejam: as imagens da corrupção, não correspondem a nenhuma liberdade artística, mas a uma triste e penosa realidade.
Porisso, de pronto, separei a OAB de São Paulo, do seu ora presidente, o senhor d'Urso, esperando que não seja um amigo urso, e guarde o peso da OAB para manifestação sobre assuntos mais sérios, como as imagens de corrupção que assombram os nossos dias.
Abaixo, colaciono a notícia e as imagens: do Artista, e da corrupta Ministra... tirem as suas conclusões!
"Apologia ao crime"
OAB/SP quer obra do artista plástico Gil Vicente fora da Bienal
O presidente da OAB SP, Luiz Flávio Borges D'Urso, divulgou nota pública (v. abaixo) aos curadores da Bienal de São Paulo, Moacir dos Anjos e Agnaldo Farias, expondo motivos pelos quais é contra a exposição da série "Inimigos", do artista plástico Gil Vicente, por fazer "apologia ao crime".
A presidente do IASP - Instituto dos Advogados de São Paulo, Ivette Senise Ferreira, também se manifestou. "A liberdade de expressão não é um princípio absoluto, sendo limitado pela salvaguarda da ordem social" (clique aqui).
· Veja abaixo nota pública divulgada pela OAB/SP :
NOTA PÚBLICA
Uma obra de arte, embora livremente e sem limites expresse a criatividade do seu autor, deve ter determinados limites para sua exposição pública. Um deles é não fazer apologia ao crime como estabelece a vedação inscrita no Código Penal Brasileiro.
A série de quadros denominada “Inimigos”, do artista plástico Gil Vicente, é composta por obras as quais retratam, dentre outras, o autor atirando contra a cabeça do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, noutra mostra o mesmo autor, de posse de uma faca, degolando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Essas obras, mais do que revelar o desprezo do autor pelas figuras humanas que retrata como suas vítimas, demonstra um desrespeito pelas instituições que tais pessoas representam, como também o desprezo pelo poder instituído, incitando ao crime e à violência.
Certamente não se pode impedir que uma obra seja criada, mas se deve impedir que seja exposta à sociedade em espaço público se tal obra afronta a paz social, o estado de direito e a democracia, principalmente quando pela obra, em tese, se faz apologia de crime.
Por esse motivo é que a OAB/SP está oficiando os curadores da Bienal de São Paulo, para que essas obras de Gil Vicente, da série "Inimigos" não sejam expostas naquela importante mostra.
IMAGEM DA OBRA DO ARTISTA
IMAGENS DA MINISTRA CORRUPTA
PARA COMPLETAR O PESADELO, OLHA O QUE VEM POR AÍ...






Engraçado esse Luiz Flávio Borges D'Urso falar em apologia ao crime. Ele mesmo, que num congresso de Direito realizado no Centro de Convenções de Olinda, do qual participei, no final dos anos 90, estimulou os profissionais de Direito a manterem a "tradição" do abominável "dia do pindura", aparentemente, ainda muito usual na época, ao menos em São Paulo. Isso sim é apologia ao crime: um palestrante falando para uma platéia cuja maioria era formada por estudantes, pregando a institucionalização do calote no dia 11 de agosto. É muita cara de pau...
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