Não votei na dilma. Não apoio o lula nem ao seu partido ou aliados. Os motivos, são de convicção política pessoal e filosófica. Tal como gôsto, time de futebol e critérios de beleza, estes valores são tão subjetivos e arraigados que não adianta serem discutidos.
Mas, daí a partir para o ataque pessoal em relação aos discordantes, é meio complicado.
A história da mocinha de São Paulo que meteu os pés pelas mãos, serviu apenas para levantar velhos temas e preconceitos, além de mostrar o despreparo de alguns dos nossos universitários. Ainda bem que ela faz seu curso de Direito em São Paulo.
Já morei no Paraná por muitos anos, onde fiz e tenho grandes amigos e ainda tenho família por lá. Lá, nasceram meus dois filhos mais velhos, e três sobrinhos muito queridos. É uma linda região, que gosto e respeito - mas, tive, vez por outra, de engolir muita bobagem e ouvir um monte de besteiras, ditas como "brincadeira" que espelhavam conceitos e preconceitos embutidos em muita gente da região sul-sudeste, principalmente os mais velhos. E certamente alguns destes se encarregaram de contaminar os mais novos. Assim, as coisas se retroalimentam e nunca acabam.
Penso que a mocinha deve ser responsabilizada pelas suas declarações, com todo o rigor da Lei - não tenham dúvidas.
Mas, não acho que seja um tema que deva ser elevado aos píncaros da importância.
Os motivos, são simples: primeiro, seria ajudar a uma pessoa absolutamente ignorante a ser elevada ao nível de importância nacional.
De ignorantes "importantes", estou farto, venham de onde vierem!
Segundo, acredito que o mal por si, se destrói. Esta moça, a não ser no estrito círculo das suas amizades e conhecimento, já demonstrou a que veio.
Como futura Advogada, não trem grandes chances. Bons Advogados tem como pré requisito, a inteligência e a Cultura. Operadores do Direito, que sejam bem formados, jamais partiriam para cometer tamanha bobagem.
Ainda por cima, escreve mal - pois para ela, frio é "friu" - quem sabe, a temperatura se mede e escreve diferentemente onde ela vive?
Terceiro, nós, os Nordestinos não padecemos de complexo de inferioridade. Nunca padecemos. Não faz parte do nosso espírito, da nossa herança Cultural nem da nossa genética.
Desde os tempos de maiores dificuldades, nós sempre nos destacamos: nas Letras, nas Artes, nas Profissões.
Com seca ou sem ela, com fome ou na fartura, sempre mantivemos a cabeça erguida e falamos bem da nossa região e do nosso povo.
Podemos nos "rasgar no dente" entre nós - mas jamais permitir que "os outros" apontem nossas fraquezas ou nos destratem.
Além do mais, retorna à superfície o velho tema de quantos Brasis fazem este Brasil?
Pessoalmente, minha Nação chama-se Pernambuco. Meu país, é o meu Estado e minha gente, e o umbigo do mundo é o Recife, com o coração em Garanhuns, onde tive o privilégio de crescer.
Meus irmão mais próximos, me rodeiam: Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte, Sergipe, Ceará, Maranhão, Piauí.
A Bahia? não sei.... o baiano sempre quis se bandear para o Sudeste - mas, se quiseram participar desta irmandade, serão bem vindos. Minas Gerais, com a sua parte nordeste, mesmo pobre como é, é bem vinda.
Assim, rodeado de famíliares e de quem me entende, fala a mesma língua, tem os mesmos hábitos e compartilha o mesmo orgulho de pertencer a este pedaço do Brasil - sobra muito pouco espaço para dar atenção a microbianas inteligências que vez por outra nos atacam.
Quando acontece, lembro-me daquela música cantada pela pela Elba Ramalho - Nordeste Independente.
Eu, estou pronto para assumir esta cidadania, que sempre levei no coração...
Vejam os "apoios".....
Notaram o Português da autora e dos apoiadores?
Nós somos maiores que isto.
P.S.: Só uma pergunta: Se todos os nossos irmãos voltassem para casa, quem iria tocar as indústrias, o comércio, e manter o consumo no sul-sudeste?