Bem Vindo - Willkommen - Welcome - Bienvenido

Iuris praecepta sunt haec: honeste vivere, alterum non laedere, suum cuique tribuere.

Ulpiano, Digesta 1.1.10.1;

Institutiones 1.1.3

São estes os preceitos do Direito: viver honestamente, não lesar o próximo, dar a cada um o que é seu.

Bem vindo ao meu Blog.
Neste mundo cada vez mais apertado de lugares e de idéias, acredito poder ser este um espaço para desabafos.
Espero ter a perseverança necessária para mantê-lo, e oferecer aos que o descobrem, incentivo para participar.
Sendo assim, sejam todos, mais uma vez, Bem Vindos!

A tempo: Se você é um chato, pouco bafejado pela natureza com Q.I., fanático por futebol, por Religião ou por qualquer outro tipo de limitação mental, acredito que este endereço não lhe seja muito simpático...

domingo, 12 de dezembro de 2010

O CACHORRO VIRA LATAS

Na mormacenta tarde de verão, debaixo de frondosa árvore, descansa o vira latas. 
Abana de vez em quando o magro rabo, espantando moscas que insistem em lhe visitar mais intimamente, trazendo-lhe desconforto. 
Nenhuma preocupação maior tem o nobre animal - apesar da designação racial que lhe rotularam - a não ser matar a fome com o que acha. e mostrar serviço através da valentia natural que detém.
Não foi construído para pensar, para ser treinado ou para tomar grandes decisões. Age de forma automática e instintiva, pois na sua simplicidade mental, mais do que isso é motivo de dor de cabeça.
De repente, um barulho interrompe seu exercício mental preferido: abanar as moscas.
Ao longe, ultrapassando a curva da estrada e vindo em sua direção, envolto em poeira fumaça e barulho, disparava um monstro, provido de quatro patas escuras e rodopiantes, emitindo gritos estridentes e assustando outros animais por  onde passava. Vinha na sua direção aquela ameaça sem nome.
Se pôs de pé, apontou o fino rabo e aprontou-se para a luta. Não ia entregar o seu espaço sem uma boa briga.
Quando a barulhenta coisa se aproximou, partiu de cá o vira latas com os dentes à mostra, os latidos anunciando sua presença e avisando que o terreno era seu.
Corre desesperado e  ameaçador ao lado do monstro invasor, querendo lhe assestar dentadas e mostrar quem manda no pedaço. Expulsá-lo  das suas posses para retornar ao seu descanso.
Nesta disposição, corre uns cem metros ao lado do monstro, ameaçando-lhe a vida, no seu sentir, através da promessa de destroçá-lo com suas presas à mostra.
De repente, sabe Deus lá por que razão, o monstro barulhento e sua nuvem de poeira, páram.
O ruido ensurdecedor que vinha das entranhas do monstro, silencia, assim como os gritos que vinha dando anunciando a sua ameaçadora presença desde que fez a curva da estrada, há algumas centenas de metros atrás.
Silêncio!
A poeira assenta, e o motorista do automóvel aproveita a parada para consultar o seu mapa e conferir a sua localização.
Para também o vira latas, de chofre, sem saber o que fazer diante daquela inesperada situação.
Olha pros lados, cheira os pneus do carro, dá meia volta e sai meio batido pelo medo e pela insegurança, sem saber como classificar a sua aventura.
Vitória sobre o inimigo? sorte de estar vivo? mêdo da situação?
Bom, como bom vira latas, isto já não é mais da sua conta. Insistir matutando sobre o assunto, só lhe trará dor de cabeça e fome.
Melhor voltar pra debaixo da árvore, e curtir a tarde, o descanso e as moscas... e assim o fez.


BRASIL, DEZEMBRO DE 2010.


Que diabos tem a haver, o Brasil e os vira latas? qual a ligação entre o Brasil , seus brasileiros, e este pobre animal, usado como preâmbulo desta despretensiosa crônica de final de semana, após quinze dias de ausência escrita?
Há quinze dias nada escrevo por aqui, não que não exista assunto, pois assuntos existem, sempre, dos mais diversos matizes. 
Difícil mesmo é escolher apenas um, e dar-lhe certa prioridade frente aos outros.
Depois de muito matutar, escolhi o da guerra civil vivida no Rio de Janeiro, com seus lances Hollywoodianos, tomada de morros pela polícia e preparativos para as UPP´s (Unidades de Polícia Pacificadora) e a seqüencia da vida daqueles que ainda permanecem por lá.
Me ocorreu a idéia dos vira latas. Em primeiro, pela assertiva de que, racialmente, brasileiros e vira latas tem muito em comum: os brasileiros, na sua grande maioria, são, como chamam os veterinários aos vira latas, "sem raça definida", os famosos "SRD´s" habitantes da nossas ruas; Em segundo, pela descrita atitude dos vira latas, quando enfrentam os perigos e os "acuam". O que fazer?
O rio de Janeiro vive a situação de haverem "acuado" o crime organizado, desmantelado o seu poderio, quebrado a sua espinha econômica e subido ao morro para ficar.
Será?
Nesta pós tomada dos morros, desceram os bandidos para o asfalto - pois sabem que a polícia não tem poderio de homens e de fogo para manter-se nos dois lugares ao mesmo tempo.
De outra feita, as fronteira pelas quais passam armas e drogas, ainda permanecem abertas - pois não existe contingente suficiente de Policiais Federais e de Exército para tapar todos os "buracos" existentes nas fronteiras.
Ademais, ainda padecemos da falta de VONTADE POLÍTICA para que tal vedação necessária ao controle do crime venha a ocorrer. As FARC, ao norte, "amigos" do molusco governamental, o o paraguai (com minúsculas, é o correto...) ao sudoeste, com a sua confusa política em torno da Itaipú "Binacional" (apesar de havermos construido ELA TODA com o nosso dinheiro), e que sempre foi e dá mostras que será por muito tempo, uma fronteira permissiva e sem lei.
Nesta conjuntura, só me vem à cabeça a situação do nosso irmão vira latas: o "monstro" parou. O cão, parou, olhou, e não sabe o que fazer.
E assim, pelo menos por enquanto, concluímos esta pequena história.
Você tem alguma conclusão alternativa?
Um abraço, e uma boa semana!


A "VITÓRIA"


A ORIGEM....

domingo, 28 de novembro de 2010

O HAITI CONTINUA AQUI...

A velha toada musical de que o Haiti é aqui, continua vívida e atual.
O Rio de Janeiro que o diga!
As imagens e as notícias da herança maldita deixada por Leonel Brizola, assombra o país, apesar de o autor desta herança já haver morrido há tempos.
Como o brasileiro em geral, tem memória curta (será genético?), vamos a uma pequeno e curto mergulho na História.
Retornando ao Brasil o Brizola reinicia a sua carreira política, e entre os seus feitos, foi assumir o (des) governo do Rio de Janeiro, preparando o Estado e a cidade para as conseqüências que vemos hoje. Uma bomba relógio política, detonada décadas após deixar o poder.
Por expressa ordem do governador, a polícia carioca deixava de subir nas favelas, redutos maiores dos seus eleitores - e a ausência do Estado, não poderia deixar de ter conseqüências.
Ao lado disto, a natural corrupção política, a eleição de deputados e de vereadores eleitos através do dinheiro e da influencia do tráfico, fez-se cada vez mais presente. Hoje, com a ameaça de vir para o Brasil a Copa de 2014 - coisa que eu só acredito, vendo - correm os governos atrás do prejuízo de décadas de ausência.
Ausência de tudo! de governo, de segurança, de educação, de trabalho, da Lei.
Nada disto se consegue recuperar em apenas 3 anos e meio.
Para o turista, vir ao Brasil é meter-se num Iraque, num Afeganistão indisfarçável. Será que eles serão tão sedentos de "adrenalina" a ponto de arriscarem suas vidas e propriedades para vir a um país em guerra, desestruturado e caro apenas pelo apelo das belas praias, somados a prostituição de mulheres, meninas e meninos fáceis e disponíveis? No leste europeu podem encontrar o mesmo tipo de "diversão" de maneira mais segura e barata...
Enfim, o Brasil está mostrando a sua cara pressionado por supostos futuros eventos nos quais o mundo deverá tomar parte.
Estamos pagando o preço do populismo político de uma esquerda jurássica que se perpetua através dos tempos, apenas mantendo um único ponto de coerência: estamos SEMPRE na contramão da História....
O molusco presidente teve razão ao escolher o bordão do seu desgoverno, colocando-o em todas as propagandas durante estes oito anos:

BRASIL, UM PAÍS DE TOLOS!!!



domingo, 21 de novembro de 2010

TARDE MORNA

Tarde morna de um domingo qualquer. Tarde de dezembro em Recife. Modorrenta.Quente.Abafada.
A falta de coragem para imprimir movimento ao corpo por conta do calor, ajuda a apenas embalar a alma lendo um poeta daqui, o nosso Augusto dos Anjos.
Apesar da sua perspectiva funérea de ver a vida, produziu pérolas que superam o escárnio e fazem da horripilante transformação da morte, da consciencia humana da sua fugaz importância, uma obra admirável.
Alguns poemas, só sendo Recifense, ou vivendo nesta secular cidade, podem ser entendidos - e, melhor: sentidos.
Quando ele abre o poema "Cismas do Destino", descreve a ponte Buarque de Macedo e o caminho da casa do Agra - famosa Casa Agra, funerária antiga e ainda existente.
O caminho, tomado pela Rua da Imperatriz até a Casa Agra, Praça Maciel Pinheiro, Rua da Conceição e arredores - só valoriza quem conhece.
Esta cidade, mesmo sob a perspectiva Augustiniana, continua a ser linda.
Aqui vai um pedacinho da poesia, para os que quiserem ler ou reler...





AS CISMAS DO DESTINO 

Recife, Ponte Buarque de Macedo.
Eu, indo em direção à casa do Agra,
Assombrado com a minha sombra magra,
Pensava no Destino, e tinha medo!

Na austera abóbada alta o fósforo alvo
Das estrelas luzia...
O calçamento Sáxeo, de asfalto rijo, atro e vidrento,
Copiava a polidez de um crânio alvo.

Lembro-me bem. A ponte era comprida,
 E a minha sombra enorme enchia a ponte,
Como uma pele de rinoceronte
Estendida por toda a minha vida!

A noite fecundava o ovo dos vícios Animais.
Do carvão da treva imensa
Caía um ar danado de doença
Sobre a cara geral dos edifícios!

E, por aí vai.......

Boa semana a todos

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

AS FÉRIAS DA JUSTIÇA

Recebo de diversos Blogs, notícias de vários matizes - entre elas, referentes as atividades ou inatividades da Justiça nacional.
No mais das vezes, as notas são de péssimo agouro. São sobre o acúmulo de ações, sobre o descumprimento das metas estabelecidas pelo CNJ, ou, como no caso que apresento a voces, sobre as férias pagas na mordomia aos Juízes Estaduais e Federais  nacionais, nos paradisíacos Hotéis, às custas da diversas empresas nacionais e internacionais. O custo? avaliada a farra em 1 milhão de reais.
O OUTRO custo (moral), é de monta inestimável. 
Quem agora se dispuser ao confronto judicial contra uma destas empresas, prepare-se para entrar em zona ainda mais obscura do que já é no tocante a decisões judiciais questionáveis.
Não existe almoço de graça! Em nenhum lugar do mundo!Preparemo-nos para pagar mais este preço - a não ser que o CNJ, que já iniciou ou iniciará Sindicância contra os Magistrados que participarem deste "mimo" tome alguma providência.








JUÍZES ESTADUAIS E FEDERAIS FAZEM EVENTOS EM DOIS HOTÉIS DO NORDESTE DIVULGAÇÃO DO HOTEL


Data: 12.11.10


Os fatos são dois.
 
* Primeiro. A AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) realiza, desde ontem (11) até amanhã (13), reunião de juízes estaduais, em hotel à beira-mar, em Aracaju (SE), com patrocínio de R$ 1 milhão de empresas públicas e privadas.

São patrocinadores do encontro que se realiza no Hotel Parque dos Coqueiros, a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, o Banco do Nordeste, o Banco do Estado de Sergipe, os Correios, a Souza Cruz, a Vale, a Vivo, Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária, Sindicato das Distribuidoras de Combustíveis  
 
* Segundo. Um encontro de juízes federais está sendo realizado no Hotel Transamérica da Ilha de Comandatuba, na Bahia.

Como patrocinadores estão o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, a Souza Cruz, a Eletrobras e o co (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial). 

As informações foram publicadas pela Folha de S. Paulo em reportagem assinada pelo jornalista Frederico Vasconcelos. O evento é organizado pela Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e se estende desde anteontem (10) até amanhã (13).

Em comum, a notícia de que os dois eventos serão encerrados com shows da cantora Elba Ramalho.
A Souza Cruz informa que seu patrocínio, "feito em plena conformidade com a lei, tem o objetivo de contribuir com o debate do pensamento jurídico nacional". 

O Etco informa que "entende como importante apoiar iniciativas que visem a melhoria dos serviços judiciários no país".  A Caixa e o Banco do Brasil confirmam as contribuições, mas não comentam o apoio. 

Repercussões no CNJ

O conselheiro Jorge Hélio Chaves, integrante do CNJ, disse que pedirá a abertura de uma investigação contra os magistrados que estiverem presentes. As informações são do blog do jornalista Lauro Jardim, da revista Veja.

A iniciativa de Hélio Chaves tem o respaldo de mais três conselheiros. Chaves disse que solicitará à administração dos cinco Tribunais Regionais Federais do país a relação dos magistrados participantes do evento. 

O conselheiro quer propor ao CNJ que crie um grupo de trabalho para limitar ou, pelo menos, deixar mais claras as regras para a concessão de patrocínios a juízes. Isso viria por meio de uma resolução. 
Chaves - que chegou ao CNJ como representante da OAB - é advogado e foi conselheiro federal pela entidade, eleito por seus colegas do Ceará.

"Enxergo como, no mínimo, esquisita esta relação. A ideia da resolução é evitar que isso ocorra no futuro e quebrar esse círculo vicioso" - diz ele.

A Ajufe distribuiu uma nota oficial sobre as declarações de Jorge Chaves. Num dos trechos, a entidade afirma que "não vislumbra no CNJ qualquer atribuição constitucional para a verificação de conduta de magistrados federais que vão reunir-se legitimamente em assembleia geral ordinária anual prevista nos seus estatutos e, acima de tudo, de realização obrigatória". 

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Veja como a Folha de S. Paulo revelou os eventos da magistratura em hotéis do nordeste 
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Bancos estatais patrocinam evento de juízes em resort 
 

Empresas públicas e privadas patrocinarão nesta semana encontro de juízes federais em luxuoso resort na ilha de Comandatuba, na Bahia, evento organizado pela Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), informa reportagem de Frederico Vasconcelos. 

Cada magistrado desembolsará apenas R$ 750. Terá todas as despesas pagas, exceto passagens aéreas, e poderá ocupar, de quarta-feira a sábado, apartamentos de luxo e bangalôs cujas diárias variam de R$ 900 a R$ 4.000. 

A diferença deverá ser coberta pela Caixa Econômica Federal (com patrocínio de R$ 280 mil), Banco do Brasil (R$ 100 mil), Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (R$ 60 mil), Souza Cruz, Eletrobras e Etco (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial). Os três últimos não quiseram informar o valor pago pelo patrocínio. 

OUTRO LADO 

A Ajufe informa que "em todas as oportunidades anteriores adotou o mesmo modelo de encontro, concentrando os seus esforços de organização para proporcionar o debate de temas importantes para o Poder Judiciário e para a sociedade brasileira". 

Segundo a diretoria da Associação dos Juízes Federais do Brasil, o encontro é "financiado em grande parte pela própria Ajufe e por seus associados, que arcam com passagens aéreas".

"Serão debatidos desde temas corporativos a matérias de grande relevância para a sociedade, como combate à impunidade", diz a entidade.
 
"Em toda a sua história a Ajufe sempre se pautou pela ética na obtenção de patrocínios",
 afirmou o presidente, Gabriel Wedy, numa de suas primeiras entrevistas após assumir o cargo, em junho. "É difícil realizar evento sem patrocínio e precisamos dessas ocasiões para trocarmos ideias, mas não podemos nos curvar a patrocinadores e entender isso como troca de favor, o que é inadmissível", disse, na ocasião. 

Alísio Vaz, vice-presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes, diz que a entidade apoia o evento há mais de dez anos. Ele diz que "o Sindicom busca aproximação com juízes para dar esclarecimentos a respeito de ações de empresas que contestam na Justiça normas da ANP [Agência Nacional do Petróleo] e desequilibram o mercado". 

A Souza Cruz informa que seu patrocínio, "feito em plena conformidade com a lei, tem o objetivo de contribuir com o debate do pensamento jurídico nacional". O Etco informa que "entende como importante apoiar iniciativas que visem a melhoria dos serviços judiciários no país". 

A Eletrobras afirma que foi procurada pela Ajufe e "ainda está avaliando a concessão de patrocínio".A Caixa e o Banco do Brasil confirmam as contribuições, mas não comentam o apoio.     


 
Outra associação de juízes tem verba estatal para evento em hotel

Por FREDERICO VASCONCELOS

A AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) realiza, de amanhã a sábado, reunião de juízes estaduais, em hotel à beira-mar, em Aracaju (SE), com patrocínio de R$ 1 milhão de empresas públicas e privadas.

Isso levou a Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) a acusar o presidente da AMB, Mozart Valadares, de "falta de coerência e oportunismo", ao criticar, ontem na Folha, o encontro de juízes federais na ilha de Comandatuba (BA), "por ser localizado em zona de praia".

São patrocinadores do evento da AMB: Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco do Estado de Sergipe, Correios, Souza Cruz, Vale, Vivo e Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária.

A Folha revelou que cada juiz federal desembolsará apenas R$ 750 para participar do evento de Comandatuba, com despesas pagas (exceto passagens aéreas), ocupando durante quatro dias apartamentos de luxo e bangalôs cujas diárias variam de R$ 900 a R$ 4.000.

A diferença é coberta pelo patrocínio de Caixa, Banco do Brasil, Eletrobras, Souza Cruz, Etco e Sindicom.

"Nunca neguei que a AMB recebe patrocínio. Mas não há nada gratuito. Os juízes e acompanhantes que estão em Aracaju pagam a inscrição, a hospedagem e a passagem aérea"
, diz Valadares.

Os dois eventos serão encerrados com show de Elba Ramalho. A Ajufe não revelou os patrocinadores e os valores. A AMB divulgou.

Na Bahia, a maior parte do tempo será dedicada a competições esportivas e atividades sociais. Em Sergipe, haverá campeonato de futebol e torneio de tênis. "Não é proibido fazer evento em cidade com mar, mas um encontro em Comandatuba, num resort, dá conotação de lazer", diz Valadares.

Valadares afirma que a AMB "não admite que o patrocinador indique palestrantes". Mas serão conferencistas em Sergipe a senadora Kátia Abreu, presidente da CNA, e Thales Baleeiro Teixeira, gerente da Vale.

Falarão no evento da AMB os ministros Luiz Fux, do STJ, e Ricardo Lewandowski e Ayres Britto, do STF.

Editoria de Arte/Folhapress






sexta-feira, 5 de novembro de 2010

UMA NAÇÃO DIVIDIDA

Não votei na dilma. Não apoio o lula nem ao seu partido ou aliados. Os motivos, são de convicção política pessoal e filosófica. Tal como gôsto, time de futebol e critérios de beleza, estes valores são tão subjetivos e arraigados que não adianta serem discutidos.
Mas, daí a partir para o ataque pessoal em relação aos discordantes, é meio complicado.
A história da mocinha de São Paulo que meteu os pés pelas mãos, serviu apenas para levantar velhos temas e preconceitos, além de mostrar o despreparo de alguns dos nossos universitários. Ainda bem que ela faz seu curso de Direito em São Paulo.
Já morei no Paraná por muitos anos, onde fiz e tenho grandes amigos e ainda tenho família por lá. Lá, nasceram meus dois filhos mais velhos, e três sobrinhos muito queridos. É uma linda região, que gosto e respeito - mas, tive, vez por outra, de engolir muita bobagem e ouvir um monte de besteiras, ditas como "brincadeira" que espelhavam conceitos e preconceitos embutidos em muita gente da região sul-sudeste, principalmente os mais velhos. E certamente alguns destes se encarregaram de contaminar os mais novos. Assim, as coisas se retroalimentam e nunca acabam.
Penso que a mocinha deve ser responsabilizada pelas suas declarações, com todo o rigor da Lei - não tenham dúvidas.
Mas, não acho que seja um tema que deva ser elevado aos píncaros da importância.
Os motivos, são simples: primeiro, seria ajudar a uma pessoa absolutamente ignorante a ser elevada ao nível de importância nacional. 
De ignorantes "importantes", estou farto, venham de onde vierem!
Segundo, acredito que o mal por si, se destrói. Esta moça, a não ser no estrito círculo das suas amizades e conhecimento, já demonstrou a que veio. 
Como futura Advogada, não trem grandes chances. Bons Advogados tem como pré requisito, a inteligência e a Cultura. Operadores do Direito, que sejam bem formados, jamais partiriam para cometer tamanha bobagem. 
Ainda por cima, escreve mal - pois para ela, frio é "friu" - quem sabe, a temperatura se mede e escreve diferentemente onde ela vive?
Terceiro, nós, os Nordestinos não padecemos de complexo de inferioridade. Nunca padecemos. Não faz  parte do nosso espírito, da nossa herança Cultural nem da nossa genética.
Desde os tempos de maiores dificuldades, nós sempre nos destacamos: nas Letras, nas Artes, nas Profissões.
Com seca ou sem ela, com fome ou na fartura, sempre mantivemos a cabeça erguida e falamos bem da nossa região e do nosso povo.
Podemos nos "rasgar no dente" entre nós - mas jamais permitir que "os outros" apontem nossas fraquezas ou nos destratem.
Além do mais, retorna à superfície o velho tema de quantos Brasis fazem este Brasil?
Pessoalmente, minha Nação chama-se Pernambuco. Meu país, é o meu Estado e minha gente, e o umbigo do mundo é o Recife, com o coração em Garanhuns, onde tive o privilégio de crescer.
Meus irmão mais próximos, me rodeiam: Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte, Sergipe, Ceará, Maranhão, Piauí.
A Bahia? não sei.... o baiano sempre quis se bandear para o Sudeste - mas, se quiseram participar desta irmandade, serão bem vindos. Minas Gerais, com a sua parte nordeste, mesmo pobre como é, é bem vinda.
Assim, rodeado de famíliares e de quem me entende, fala a mesma língua, tem os mesmos hábitos e compartilha o mesmo orgulho de pertencer a este pedaço do Brasil - sobra muito pouco espaço para dar atenção a  microbianas inteligências que vez por outra nos atacam.
Quando acontece, lembro-me daquela música cantada pela pela Elba Ramalho - Nordeste Independente.
Eu, estou pronto para assumir esta cidadania, que sempre levei no coração...


Vejam os "apoios".....


Notaram o Português da autora e dos apoiadores?
Nós somos maiores que isto.

P.S.: Só uma pergunta: Se todos os nossos irmãos voltassem para casa, quem iria tocar as indústrias, o comércio, e manter o consumo no sul-sudeste?

terça-feira, 2 de novembro de 2010

FINDA A ERA DA MEDIOCRIDADE. INICIA-SE A DO DESASTRE.

Dia dois de novembro.Finados. O sol brilha, indiferente às paixões e à condição humana. Levanta-se pela manhã, e põe-se ao final do dia, cumprindo sua jornada cósmica, sem sequer notar a presença desta raça habitante do terceiro planeta, e, menos ainda, da que habita a região geográfica denominada Brasil.
Para o Cosmos, não existimos. Existimos apenas nos conceitos criados por nós próprios, muitas vezes capazes apenas de nos causar sofrimentos. Criamos de tudo: desde  o conceito de Deus, até a nossa importância diante de uma Natureza que, confundindo-se com Deus e a sua criação, nos ignora. Apenas, de vez em quando, se vinga, pelas bobagens que fazemos.
E cá estamos nós. Anchos da nossa importância, discutindo entre  fatos que mais dividem do que aglutinam.
Tenho lido e relido algumas obras que considero verdadeiras fagulhas de iluminação, como os Sermões do Padre Vieira - de quem sou admirador inconteste - e procuro dentro da minha pequenez encontrar o consolo diante das  bobagens que a nossa tão propalada Humanidade diariamente comete.
Reduzindo mais ainda o nosso círculo de importâncias, a ultima bobagem cometida pelo grupo de Humanos que habitam este rincão chamado Brasil, e que se deu no domingo.
A escolha de alguém para liderar esta massa de semi analfabetos literários e políticos, amantes do populismo e dependentes de esmolas governamentais - convenhamos - não poderia ser outra. 
Vivemos uma época em que a ignorância prevalece sobre o conhecimento. o impulso sobre a prudência, a satisfação imediata sobre o bom senso.
Tudo tem que ter uma solução imediata, pronta, grátis.
O ter hoje, supera o poupar para o amanhã. E, estes conceitos jogados no colo de uma massa de mal alfabetizados ou de perfeitos analfabetos, torna-se uma massa crítica, perigosa, explosiva, irresponsável e viciada. Uma massa crítica perfeita para a geração de uma Ditadura, nos mesmos moldes que o Adolph encontrou, assim como o Fidel, o Stalin, o Mao, entre  outros.
Por outro lado, precisamos aprender com aqueles que, utilizando-se do conhecimento destas forças primordiais, as puseram a seu serviço, galgaram o poder, e lá permanecem: façam o que fizerem, roubem como roubarem, desrespeitem as Leis como quiserem - lá estão, aplaudidas por todo um populacho,à exceção de quarenta e seis milhões que àqueles se opõem.
Vamos continuar a manter nossos contatos escrevendo e apoiando, denunciando e mostrando - porém, temos que ir um passo além.
Temos que nos organizar de maneira mais eficaz. utilizar as armas que a Constituição (ainda) disponibiliza, deixar as nossas Torres de Marfim da intelectualidade que pensamos ter, e chegar de maneira efetiva a soluções capazes de modificar o Status quo, mesmo que isto exija que tenhamos de tapar o nariz, e de vem em quando pedir licença para vomitar.
Só reclamar, não basta. Só nos condoermos com a situação do povo - na verdade, estaremos nos condoendo da nossa própria situação  - pois, para eles, está ótimo! Eles ainda acham que "ganharam" o que quer que seja.
Temos que agir. De forma organizada e por todos os meios disponíveis, parando com as lamentações e partindo para o confronto inteligente - pois não dá para bater de frente com que detém o poder!
Sejamos subreptícios. Saltemos sobre a nossa própria sombra e ajamos de acordo com as necessidades, sem esquecer os princípios que nos movem.
Devemos entretanto, declinar estes princípios apenas para aqueles que compõem o círculo mais interno das nossas amizades. Devemos criar verdadeiras "células" de resistência, a exemplo daqueles a quem hoje combatemos.
Enfim, aprendamos que não se pode jogar pelas regras, contra aqueles que não tem regras!
Este deverá ser o nosso Norte!

Abaixo estudem o mapa e avaliem as semelhanças.
É contra esta ignorância que devemos nos bater....


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

RESSACA MORAL

Segunda feira de ressaca! Ressaca moral!
Apesar dos pesares, e de manter teimosamente a esperança de que o zé povão fosse pensar melhor na escolha dos candidatos a presidente, venceu a escolha do lugar comum, do continuísmo, do populismo, da malandragem e da safadeza que só uma esquerda corrupta como a do Brasil, é capaz de impingir.
O outro, como já disse em outros escritos, não era a salvação da lavoura - mas, pelo menos, iria possibilitar um freio de arrumação - coisa necessária na política, para se espanar a poeira dos poderosos quando se demoram nos seus cargos, pensando já serem os donos da cocada preta.
Segunda feira passada, há uma semana, estava eu fazendo meu Ambulatório no serviço público, e me condoendo com a população que lá me procura. Saí deprimido.
Já em casa, conversando com a minha mulher, pensei: deprimido porque? A saúde pública, está como sempre esteve, e cada vez pior. Isto é: UMA MERDA! Mas, o governador de Pernambuco recebeu uma aprovação de mais de oitenta por cento da população! então, para o povo, deve estar ótimo, chafurdar em tal merda! Quem sou eu para contrariar a vontade deste povo? Porque me condoer com uma situação mantida pelos ídolos políticos destes tupiniquins que adoram estar na merda?
Agora, vem a merda a nível nacional. A manutenção no poder de um grupo adepto da política Malluffista do rouba mas faz. Mais uma vez, deve-se democraticamente respeitar a vontade do populacho, e deixá-los carregarem nos ombros por mais quatro anos, a maldilma, o sarney, o collor, o zé dirceu, e todos os outros líderes minúsculos e ladrões que a população conhece, reconhece e aprova.
Bendito Brasil, que, durante à noite, recupera-se dos absurdos dos seus líderes cometidos à luz do dia!
Aos que pensam como eu, resta uma lição aprendida: temos que imitar a esquerda, e utilizar de todos os recursos que ela utilizou para chegar e se manter no poder. Acabar com esta história de ética, de princípios, de legalidade, de cidadania. Tudo isso não leva a nada! o que o povo gosta, é representado pelos seus líderes atuais - que nos dão uma lição de como fazer política.
Até lá. enquanto não aprender a ser tão safado, ladrão, mau carater e bandido quanto eles, vou ficando na minha trincheira, reunindo forças e unindo-me a outros dos quarenta e seis milhões de brasileiros que estarão fora deste reinado de banditismo, e lutar a luta das guerrilhas. A luta em trégua e a oposição implacável.
Um dia, a casa cai....