Mais uma vez, recebi a contribuição do poeta|advogado Luciano, alertando para um vídeo de lavra da Igreja Católica, sobre sua opinião sobre o próximo segundo turno.
Dois motivos me fazem escreve este "preâmbulo" antes de mostrar o vídeo, pois o assunto merece algumas considerações.
Em primeiro lugar, os que me conhecem mais de perto, sabem que sou agnóstico. Fui criado dentro dos cânones da Igreja Católica Apostólica e Romana - chamada pelo meu velho pai de "Santa Madre Igreja". Hoje, não professo ou sigo a nenhuma religião estabelecida, pelo fato de acreditar que Deus, não precisa de intermediários para que se manifeste. Ademais, creio que além de fé ser um artigo de ordem extremamente íntima e pessoal, Igrejas e igrejas, não passam de meros muros que mais dividem que unem, mais criam separações sérias que uniões verdadeiras. Daí,a minha - com todo o respeito devido a quem discorda - profunda ojeriza às igrejas e seus "donos". Para mim, já chega a Idade Média, o uso do Malleus Maleficarum durante séculos, o atraso imposto à Ciência em nome de Deus (sem nenhuma procuração, é claro), e, por fim, os escândalos sexuais, a pedofilia e outros tais que sempre existiram - mas apenas agora vem à baila.
Tambem desta ojeriza, não escapam os chamados "crentes", os quais por uma boa soma, expulsam de tudo do corpo dos incautos: o diabo, mau olhado, falta de sorte nos negócios, e até chifre... esta indústria da fé é uma das coisas mais nojentas que existe neste alvorecer do Séc. XXI.
Portanto, o assunto é trazido não por força das igrejas e Igrejas, mas por força de uma necessidade social, tendo em vista que estas agremiações infelizmente ainda dominam muitas mentes e corações.
Em segundo lugar, acredito que a mais acertada coisa feita em termos de divisão de poderes, foi o afastamento da Igreja, do Estado - formando o moderno Estado Laico - se bem que sentimos ainda e com bastante freqüência, o dedo das agremiações religiosas neste mesmo Estado. Como exemplo, temos os símbolos religiosos nas dependências públicas, o ensino, por vezes obrigatório, de religião nas escolas, os feriados religiosos, e outros sem número de exemplos desta antiga interpenetração.
Mas, vamos ao que interessa: o tema ABORTO como preocupação Estatal.
Sou contra o aborto, não por convicções religiosas, mas sim, pessoais. Mesmo assim, adotando a máxima romana do CUM GRANO SALIS...
Esta minha posição, por exemplo, é relaxada quando se depara com o concepto advindo de um estupro, de um concepto anencéfalo ou inviável, entre outras situações que colocadas aqui, nos tirariam o foco deste escrito.
Sou contra quando se depara com situações, já vividas por mim na Alemanha, por exemplo, como médico, quando ví uma senhora abortar pelo fato de que queria entrar de férias, e sua gravidez a estava atrapalhando.
Como se vê, existem motivos e motivos, situações e situações - para o que, no frigir dos ovos e ad máxima cautelam o Estado não deve deixar "correr frouxo" através de uma Lei que possa permitir abusos.
Assim sendo, acho que as Leis necessitam pequenos ajustes, mas não a simples liberação, deixando ao livre arbítrio absoluto de quem poderia ter usado uma camisinha, tomado uma pílula do dia seguinte, ou, simplesmente ter sido mais responsável com as suas escolhas.
Portanto, minha posição passa longe da dos padres e pastores.
Entretanto, na política e em atenção a, como já disse, inúmeras "almas" que seguem em rebanhos a estes "condutores" ou "recebedores da procuração de Deus" na terra, para vencer um mal maior, temos de utilizar um mal menor.
Daí o tal vídeo, e a sugestão de que os amigos que o virem, dêem a maior propagação possível a ele, para que possamos vencer esta "representante do diabo" no segundo turno.
É terrível, mas na luta política, às vezes, temos de usar as armas que dispomos....perdoem-me!
No mesmo viés, fala um pastor de Curitiba>
A reação ( já esperada) do PT:








